Um meme, termo criado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller O Gene Egoísta, é considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros) e outros locais de armazenamento ou cérebros. Os memes podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma.
Na internet, temos diversos memes, e um amplamente utilizado é o #Fail. Para quem ainda não sabe, este meme de internet encontrado no Twitter, refere-se ao estado ou condição de não cumprir um objetivo desejado. Para um produto, ou serviço, por exemplo, refere-se aqueles que não atingem as expectativas do consumidor.
A e.life, empresa de monitoramento de mídias sociais, divulgou em Março uma pesquisa sobre o #Fail. Os resultados podem ajudar empresas e profissionais de mercado a tomarem algumas decisões quando o assunto é a sua marca. Estudar as causas e os motivadores, ou bloqueios que causam a decepção manifestada no twitter, pode trazer diferenciais as marcas, produtos e serviços, além de permitir que os pontos negativos e relevantes sejam trabalhados.
Para a pesquisa, a empresa utilizou um software que varreu a twitosfera de 01 de Janeiro a 10 de Março de 2010, e coletou todos os depoimentos que traziam no conteúdo o termo #Fail. As 10 categorias mais citadas foram, por ordem: operadoras de telefonia, informática, aparelhos celulares, supermercados, alimentos, eletro-eletrônicos, provedores de internet, bancos, seguradoras e cartões, TV a cabo e companhias aéreas. Todas estas, juntas somaram cerca de 9.500 ocorrências.
Os motivadores da insatisfação foram diversos: falta de atendimento ou qualidade do pós-venda, qualidade dos produtos, comunicação ruim, experiências desagradáveis, entre outros.
Entender e monitorar as mídias sociais é fundamental, se existe alguma dúvida da importância, este é um exemplo claro. Isto ainda não substitui as pesquisas de mercado tradicionais, mas para um profissional de marketing basta fazer uma busca no twitter para se ter uma idéia bem consistente sobre como anda sua marca, seus produtos e serviços.
Com a massiva adesão dos brasileiros às mídias sociais, acabou surgindo por aqui uma nova profissão: Detetive de Mídias Sociais.
O novo cargo tem como escopo monitorar redes como Twitter, Facebook, YouTube, blogs e, claro, orkut. No Brasil a tarefa ganha força quando dados estatísticos apontam para 50 milhões de usuários dessas ferramentas em solo tupiniquim.
Tudo bem, as pessoas são pagas para fuçar essas redes? Sim. Tendo em vista que as pessoas buscam se agrupar por interesses e acabam por segmentar cada vez mais suas escolhas, as empresas passam a ter enorme dificuldade para atingir os seus consumidores e até mesmo entender o que estão falando de sua marca pela internet.
Para os desempregados, fica a dica, uma vez que não há muitos requisitos e qualificações para tal função, senão o de conhecer profundamente essas redes sociais.
Engajamento para construção de marca, esta é a estratégia da Samsung para divulgar o seu novo produto entre o públivo alvo. A empresa está divulgando um concurso, o WCIC.
O World Creative Imaging Competition (WCIC) consiste na competição entre 120 jovens talentos, escolhidos entre escolas de arte, e representam 6 diferentes países em todo o mundo: China, França, Alemanha, Coréia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.
O concurso faz parte de uma ação da Samsung para criar a nova câmera fotográfica NX10, e o desafio dos estudantes não é simplesmente tirar fotos, mas criar alguma forma diferente de expressão da criatividade.
A final será entre 10 jovens escolhidos por votação do público e de profissionais. E os escolhidos terão seu trabalho exposto em uma galeria na Coréia do Norte.
Os jovens artistas ainda têm um mini profile dentro do site do concurso integrado com as principais redes sociais. E os visitantes podem dar o seu apoio online.
Confira algumas idéias malucas que surgiram no concurso:
Que o Starbucks é uma marca famosa todos sabem. Porém, o que poucos tem conhecimento é de que a empresa tem mais fãs no Facebook do que qualquer outra pessoa no mundo – mais de 8 milhões. Para a marca, é uma grande honra, porém tal fato acaba por gerar a seguinte dúvida: “E agora, o que fazer?!”
Segundo a empresa, a principal meta ao se trabalhar as mídias sociais é a de estabelecer laços junto a seus clientes e fãs nessas comunidades. Dessa forma, espera-se que sejam concentrados esforços de várias maneiras através de diversos assuntos. E o tom dessa aproximação? Algumas vezes utilizam da diversão, em outras utilizam de formas colaborativas de modo a atrair novas idéias para a marca e noutras, é por um simples cupom de desconto que a marca consegue atrair fãs, seguidores ou o que quer que sejam.
Abaixo algumas idéias interessantes do pessoal da Starbucks:
- A empresa criou uma forma automática de resposta capaz de reagir tanto a comentários positivos quanto negativos de seus fãs. Assim, a empresa consegue “repercutir”, “contextualizar”, “alterar” ou até mesmo “ignorar” conteúdos gerados por terceiros.
- Os responsáveis pelo projeto têm dado treinamentos sobre comportamento em mídias sociais para os Relações Públicas da empresa. A idéia é a de que os profissionais devem parar de manter um comportamento corporativo em tais ambientes virtuais e sim iniciar conversas legítimas e íntimas junto aos fãs da marca.
- Foi criado um método de teste para identificar eventuais problemas críticos para a equipe de mídias sociais resolver: o Twitter. Jogue o assunto no microblog e espere para ver o quanto repercutirá ou não. Se o assunto importar para o Twitter, a equipe entra em alerta!
Texto extraido do blog http://www.interney.net/blogs/alexprimo/
por Mariana Oliveira
Quatro mil pessoas conectadas, interessadas em investigar, estudar e experimentar as redes sociais, compartilhando conhecimento e técnicas de netweaving (articulação e animação de redes sociais). Esse é o propósito da Escola de Redes, ambiente online que utiliza a plataforma Ning, e que tem como criador e responsável Augusto de Franco, professor, autor de mais de 20 livros e um dos palestrantes no TEDxSP. A partir do slogan “a escola é a rede” (E=R), a Escola de Redes traz uma posição interessante sobre a discussão acerca das redes sociais:
“A rede social não é uma invenção contemporânea. (…) Seres humanos que se conectam entre si formam redes. O “social” é isso. Ponto. Nos últimos anos, fala-se muito de redes digitais. E fica-se com a impressão de que são as novas tecnologias de informação e comunicação que representam toda essa novidade organizativa.” (Uma introdução às Redes Sociais, Augusto de Franco, 2008).
Um prato cheio para quem gosta de ler sobre o assunto, vale a pena conferir o gigante acervo da Biblioteca E=R, disponível para download: são quase 700 obras de domínio público ou publicadas sob licença Creative Commons. A Biblioteca conta com a própria rede de membros da E=R para traduzir os textos, produzir resenhas e organizá-los em categorias. Contando com essa colaboração, já existem “bibliotecas básicas” para alguns autores fundamentais, como Pierre Lévy, Edgar Morin, Albert Barabási e Duncan Watts; além de seleções temáticas, como a Biblioteca Básica de Democracia. A plataforma da E=R ainda oferece suporte para blogs, fóruns e bate-papos, além de nodos (comunidades) e de um rico acervo de 300 vídeos relacionados.
CIRS
Entre os dias 11 e 13 de março, a conexão dos membros da Escola de Redes será ainda maior: Curitiba recebe a CIRS – Conferência Internacional sobre Redes Sociais que, com o tema “Tudo que é sustentável tem padrão de rede”, contará com palestras de ninguém menos do que Pierre Lévy, Clay Shirky e Steven Johnson, algumas das maiores “autoridades” quando falamos em cibercultura, redes sociais e web 2.0.
Além destas três grandes palestras, a CIRS abrigará dois minicursos (Introdução ao Netweaving e Introdução à Análise de Redes Sociais) e um simpósio que funcionará como “Open Space”, onde os membros conectados à Escola de Redes irão definir a pauta e as atividades que serão desenvolvidas na discussão sobre redes sociais e plataformas digitais. Para inscrições, acesse o site da CICI – Conferência Internacional de Cidades Inovadoras, pois a CIRS é um evento integrado à programação desta conferência, que contará com 70 palestrantes e discutirá soluções globais de inovação para as cidades.
Não restam dúvidas sobre o poder das mídias sociais. Para corroborar, indiscutivelmente tivemos a edição mais “social” do Super Bowl de todos os tempos. Publicitários, fãs de esportes e da propaganda utilizaram o burburinho causado pelas mídias sociais para trocar idéias sobre o grande jogo.
O jogo deste ano foi simplesmente o programa de televisão mais assistido de toda a história com 106.5 milhões de telespectadores, de acordo com pesquisa Nielsen. Com toda certeza podemos afirmar que as mídias sociais tiveram papel fundamental nesta monstruosa audiência. Twitter, Facebook e vários blogs contribuíram para todo o buzz gerado em torno do jogo.
Falando no jogo, ao longo da semana dedicada ao evento, ninguém conseguia ler as palavras “propagandas do Super Bowl” sem as conectar ao termo “mídias sociais” – e com uma boa razão. Não é o comercial em si o foco central – o que passou a importar são os comerciais e o burburinho criado ao seu redor- levando internautas a iniciar a divulgação e compartilhamento de discussões sobre marcas, especialmente no Twitter e Facebook. Com isso, milhões de embaixadores online das marcas surgiram, os quais passaram a discutir e defender ferrenhamente suas marcas favoritas frente aos seus parentes, amigos e colegas. Também, no ambiente virtual, milhares de pessoas mantiveram tais discussões em chats, o que por sua vez criou um interesse maior em assistir o jogo e, consequentemente, seus spots publicitários ao vivo.
E daí?
Nós da Galileo acreditamos que as mídias sociais são uma realidade e que devem sempre ser consideradas dentro de qualquer planejamento. A questão é saber se os profissionais de hoje estão ou não preparados para casar esta poderosa ferramenta aos programas de televisão, eis que muitos dizem que os comerciais de TV estão acabando. Entretanto, grandes eventos como o Super Bowl, Oscar, Copa do Mundo etc, sempre vão atrair e reunir pessoas ao redor da boa e velha caixa geradora de imagens. As pessoas não gostam de ver esses eventos sozinhas, trancadas em seus quartos com seus laptops. Em outras palavras, são eventos comunitários que despertam nas pessoas a vontade de vibrar e comentar “Você acredita que esse time ganhou?!”, “Você viu esse lance?”…
Dessa maneira, aos publicitários resta a obrigação de aprender e entender sobre como elevar a mídia tradicional para um patamar no qual ela se torne realmente e definitivamente social.
A empresa norte-americana Vitrue, especializada em redes sociais, divulgou uma lista com as 100 marcas mais inseridas nas redes sociais no ano de 2009. Segundo a empresa, O Vitrue 100 foi criado para ajudar a trazer credibilidade e clareza a estes espaços emergentes e demonstrar o valor de comercialização nas mídias sociais.
Outra pesquisa, da consultoria eMarketer, apontou que entre as 500 empresas listadas pela revista Fortune, as que não estão em redes sociais representam somente 9% do total. No ano anterior o índice era de 43%. Trata-se de uma tendência global.
A Forrester Research também está afirmando que as campanhas de marketing envolvendo mídias sociais estão projetadas para crescer a uma taxa anual de 34%, mais rápido do que qualquer outra forma de marketing online (segundo o estudo US Interactive Marketing Spend 2009 to 2014). Tal estudo apresenta os fatores que explicam o declínio do marketing tradicional e mostra os motivos pelos quais os profissionais de marketing atualmente estão investindo cada vez mais em marketing interativo. A previsão é que até 2014, os investimentos em marketing online cheguem perto de US$ 55 bilhões, representando 21% do total de gastos com marketing.
Vitrue 100 é o resultado da análise diária Vitrue de mais de 2.000 marcas populares da web. O iPhone conquistou o topo da lista, seguido pela Disney e pela CNN. Um dos destaques é a Adidas que subiu de 85º em 2008 para o 14º lugar.
Confira o ranking:
iPhone
Disney
CNN
MTV
NBA
iTunes
Wii
Apple
Xbox
Nike
Starbucks
NFL
PlayStation
Adidas
BlackBerry
Sony
Mercedes
Microsoft
Samsung
BMW
Nintendo
Best Buy
ESPN
Ford
Honda
Ferrari
Gucci
Nokia
Major League Baseball
Dell
Coca-Cola
CBS
ABC
iPod
Mac
Turner
Nissan
Toyota
eBay
Amazon
Victoria’s Secret
Nutella
NASCAR
Disneyland
Audi
NHL
Red Bull
Verizon
Intel
Subway
Hewlett-Packard
Puma
Kia
Fox News
Porsche
Jeep
Dodge
Pandora
Walmart
Zappos
Suzuki
McDonald’s
Krystal
T-Mobile
Skittles
KFC
Volkswagen
NBC
Sprint
Pixar
Motorola
IKEA
Pepsi
Cisco
REI
LG
AT&T
Converse
The Gap
Chevrolet
Louis Vuitton
Toys”R”Us
H&M
Philips
General Motors
Pringles
Visa
Prada
Panasonic
IBM
VH1
Hulu
Oracle
Burberry
SEGA
Sears
Avon
Jet Blue
Lacoste
Comcast
Demorou mas voltamos! As dicas sobre como trabalhar as mídias sociais estão de volta!
Quando se fala em mídias sociais, o verbo número um é “compartilhar”. Daí podemos tirar a lição super importante do marketing online: Sempre encoraje os defensores da sua marca a advogarem a favor dela.
Para acelerar a sua divulgação, as marcas devem continuamente encorajar os seus consumidores a espalhar as suas notícias e ideias, ou seja, compartilhar o seu conteúdo pela net. Para os desavisados, fazer isso pode ser muito simples: Basta criar um mecanismo “encaminhar para um amigo” inserido dentro da estrutura de seu website.
Outras formas de esparramar conteúdo são os aplicativos que interligam mídias sociais. Hoje ferramentas como Twitter, Facebook, Linkedin e Youtube podem ser todas interligadas. Assim, se seu cliente gostou de um “twitt” feito por sua empresa, basta que ele “retwitt” e publique por todas as mídias sociais.
O sucesso do “crowdsourcing” tem algumas possíveis origens: a vontade das pessoas de compartilhar e o desejo de participar de algo que lhes interesse, ou simplesmente, deixe-as curiosas, a qualidade da solução – produzida não por algumas, mas por milhares de pessoas. Mas o que é “crowdsourcing”?
“O crowdsourcing é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo ou desenvolver novas tecnologias. Pessoas no dia-a-dia usando seus momentos ociosos para criar conteúdo, resolver problemas e até mesmo para pesquisa e desenvolvimento”. Wikipedia.
Nesta ação da giffgaff, operadora de telefonia celular na Inglaterra, a idéia era produzir uma campanha de lançamento de seus serviços através da ajuda popular. Um modelo de campanha criada a partir de crowdsourcing.
A empresa desenvolveu fantasias e objetos completamente malucos, divulgando sua marca, e os ofereceu em seu site. A pessoa poderia solicitar o item e utilizá-lo em uma empreitada pelas ruas inglesas durante um dia, isso deveria ser filmado e o vídeo postado no Youtube. Como recompensa a pessoa receberia um ano de serviços gratuitos e ainda concorreria a um prêmio se estivesse entre os melhores (claro, o próprio público os escolhe).
O resultado, a empresa recebe centenas de vídeos, existe uma fila para utilizar as fantasias e objetos e o buzz é enorme. Confira o vídeo que explica melhor a ação.