Esquilos cantores é barbada, cachorro que anda de skate também, agora Hamster “jazzistas” aposto que ninguém viu ainda.
A marca de água inglesa Drench está com uma ação bem interessante onde realizaram audições com diversos hamsters para formar a “The Clever Hamsters”. Com a defesa de que nosso cérebro é composto por 70% de água e que quanto mais água você consumir melhor a sua performance, Drench partiu para essa ação inusitada. O que chama a atenção nessa campanha, não é a defesa da ideia e sim a banda.
O vídeo acima mostra a riqueza dos detalhes na produção, o cuidado de fazerem inclusive cases para seus instrumentos. Mas quando você acha que tudo acabou, aí é que tem a surpresa, no canal do youtube ou no site as audições, sim, eles fizeram um bootleg de como chegaram na formação atual da banda, é imperdível.
Garmin é uma empresa de tecnologia em GPS, relógios, celulares, enfim todo tipo de gadget. Para o Natal eles prepararam toda a campanha com um perfil muito interessante, explorando ícones natalinos relacionando-os ao perfil do target e aos produtos. A direção de arte é de um bom gosto e o jingle acrescenta um ar épico ao comercial. Conta também com inserções/interações dos personagens muito bem amarradas, enfim, veja:
Sem dúvida alguma Doritos é um dos meus snacks preferidos e, após ver a nova ação que está acontecendo no Reino Unido, tornei-me um fanático. A AMV BBDO traz um VT muito bem elaborado: com trilha sonora “glam rock” ao melhor estilo anos 80, a marca convida seus consumidores a ingressar na vida de um Rock Star. A campanha promocional tem como enredo um rapaz que desde cedo sonhou em ser um Guitar Hero, porém após algumas tentativas nada funcionou e é aí que surgi o Doritos em sua vida e lhe proporciona tal oportunidade.
Confira o vídeo:
O vídeo também divulga a promoção na qual os consumidores podem ganhar um Xbox 360 e kits do Guitar Hero World Tour. Basta digitar o código no site.
Mais uma dos tempos modernos: Paradoxo da escolha. Já ouviu falar? Para as pessoas que trabalham com marketing e inteligência de mercado, esse termo tem chamado muita atenção!
Em torno do paradoxo gira a seguinte dúvida: Por qual razão nas sociedades onde há liberdade e uma variedade de opções de escolha os indivíduos não se sentem mais felizes?
Imagine o número de escolhas que somos obrigados a fazer todos os dias desde a hora em que despertamos; qual café comprar, qual tipo de leite, açúcar ou adoçante, qual das infinitas opções de pão…
Ora, as escolhas mais simples do cotidiano se tornaram uma tortura. Em meio à abundância de opções acabamos nos torturando, questionando nossas escolhas. Seria esse o motivo do aumento do número de pessoas com transtornos de ansiedade e depressão?
De fato a variedade de opções de escolha que há na sociedade moderna está nos tornando cada vez mais infelizes e ansiosos. O ato de escolher demanda uma energia muito grande e o ponto central é que sempre estamos questionando as nossas escolhas e, ao fazermos tais indagações, passamos a acreditar que nossos fracassos são sempre culpa de nossas decisões equivocadas – a abundância de escolhas fragiliza a felicidade.
Ao optarmos por determinado item em meio a um grande número de opções, precisamos abrir mão de todas as outras. Logo, invariavelmente pensaremos que estamos perdendo alguma vantagem nas outras deixadas para trás. Esse é o chamado custo de oportunidade, ou seja, quanto mais alternativas são consideradas, maiores são os custos de oportunidade de uma decisão.
Também, nos arrependemos do que deixamos para trás. Assim, um infinito número de possibilidades acaba por diminuir o prazer das escolhas.
Neste contexto surgem diversos movimentos. Um deles é a geração “Trialist”, proveniente do termo em inglês “try” (experimentar, tentar), composta por consumidores que querem experimentar todas as novidades possíveis.
Para atender a essa nova demanda, empresas estão cada vez mais se preocupando com esses novos consumidores. Na Inglaterra, a Pizza Hut passou a vender pizzas contendo quatro sabores diferentes. A idéia é que experimentando mais, em uma única vez, o consumidor pode, na próxima experiência de compra, escolher de maneira mais rápida e fácil, com menos gasto de energia e stress.
Então, o paradoxo nada mais é que pensamos que queremos mais escolhas, mas quanto mais opções nos são dadas, menos satisfeitos ficamos. Por isso, cabe aos profissionais de marketing criar soluções que façam com que o consumidor gaste menos energia na experiência da escolha.
Ofereça opções sim, mas em um número que não deixe o consumidor perdido, que não o exauste no processo de escolha, mas sim que facilite esse processo!
Todos estão familiarizados com a história que ganhou fama no YouTube do cantor que teve seu violão quebrado pela United Airlines.
Se você não conhece, o cantor Dave Carrol, da banda canadense Sons of Maxwell embarcou num vôo da United para uma turnê em Nebraska. Porém, seu violão – um Taylor de aproximadamente US$ 3.500,00 – foi avariado seriamente pelos carregadores de bagagem da United.
Resumo da ópera: Ele reclamou e a empresa se negou a pagar pelos danos. Sem muito que fazer, ele resolveu criar uma canção e um clipe sobre o ocorrido, colocou no YouTube e, por fim, virou um dos grandes fenômenos do ano na Internet.
Veja a ironia: Até esse momento ninguém sabia quem eram “Os Filhos de Maxwell”, e eles poderiam ter continuado anônimos se simplesmente a United tivesse pagado o prejuízo do cantor, que convenhamos, não era muita coisa frente o estrago causado por ele depois.
O que aconteceu então?! No período de 06 de julho de 2009 até hoje o vídeo “United breaks guitars” no YouTube teve 5.612.902 (Cinco milhões, seiscentas e doze, novecentas e duas exibições) já o comercial da United teve 47.942 (Pouco mais de quarenta e sete mil) desde 10 de agosto de 2008, mais de um ano antes. Além disso, boa parte dos comentários sobre o comercial da United fala que ela quebra violões.
Qual é o preço para recuperar a imagem da marca? Não há fórmula para se calcular isso, pois além do prejuízo imediato (pessoas voando com outras companhias) há o intangível que é o valor da marca, patrimônio mais valioso de qualquer corporação.
Isso nos mostra que “pequenos prejuízos” se tornam dívidas impagáveis. Hoje o poder está nas mãos do consumidor, por isso, as empresas devem tratá-los com o máximo respeito, para não amargar as consequências desastrosas de uma atitude mal pensada; não há empresa grande o suficiente que a Internet não seja capaz de derrubar.
Falta às empresas a capacidade de compreender que de nada adianta gastar milhões em campanhas publicitárias maravilhosas, se ela não é capaz de entregar o que promete, já que, do dia 06/06/2009 em diante, a United passou a ser a “empresa que quebra violões” e o melhor, não precisou pagar 1 centavo sequer pelo slogan.