Você já ouviu falar de “neuromarketing”? Pois é, a ciência e a publicidade se uniram com o propósito único de tornar a propaganda ainda mais eficaz.
Nascido nos EUA, o “neuromarketing” é uma das variações da “neurociência” e promete mudar para sempre o mundo da propaganda e a maneira como as campanhas são concebidas.
Esse tipo de pesquisa foi usado na final do Superblowl 2009, cujo o break comercial é considerado o mais caro do mundo – cerca 3 milhões de dólares por 30 segundos. Foi medido nos telespectadores o nível de atividade cerebral relacionado ao grau de atenção ao que se passava na tela. O comercial da Coca-cola com os insetos roubando o refrigerante foi um dos que causou maior atividade cerebral e, coincidência ou não, meses depois ganhou o Emmy Awards.
Porque o “neuromarketing” é o futuro das pesquisas? Simples, ele elimina o fator mentira das pesquisas tradicionais que contaminam todo o trabalho. No Brasil, as primeiras empresas desse tipo de pesquisa estão nascendo, portanto, já é possível contar com o recurso por aqui.
Com tudo isso é possível – torçamos para isso – que a experiência que temos com a publicidade se torne muito melhor e que o dinheiro das empresas seja muito melhor empregado.
Leia mais na edição de maio da Revista Galileu, página 95.
Até hoje filmes em 3D eram parte da realidade de parques temáticos e alguns poucos cinemas no Brasil? O mais perto que o 3D chegou de sua casa foram nos óculos do “Master System”?
Isso está para mudar. Com o aumento da produção de conteúdo em 3D, os fabricantes de TVs se mobilizaram e chegou ao mercado (externo) o primeiro display de LCD com tecnolgia 3D desenvolvido pela Coreana Samsung.
Segundo os fabricantes, muito em breve até o conteúdo da TV será produzido em 3D e toda a experiência em torno do objeto mais adorado pela humanidade desde o rádio vai mudar drasticamente.
Há barreiras significativas e há quem diga que a tecnologia ficará restritas a poucos entusiastas. A primeira e mais óbvia é o preço, ainda é caro. A segunda é a falta de conteúdo, pois são poucos os títulos em 3D e a transição dos canais de TV para essa tecnologia deve demorar – esse ainda é o menor dos problemas pois a tecnologia da Samsung se propõe a converter os materiais em 2D para 3D, o que é muito interessante. E a terceira é o tal dos “óculos”; afinal, será que as pessoas vão se propor a usar aqueles óculos desconfortáveis toda vez que forem assister TV? Ou mesmo a toda vez que forem assistir um filme? É uma grande barreira.
Mas há pontos positivos, um eu já citei que é a questão do aparelho “converter” conteúdo 2D em 3D e o outro é o fato da Samsung ter lançado a tecnologia que pode ser aplicada em aparelhos existentes, sem a necessidade de comprar um novo TV.
Todos os empresários, aspirantes a empresários, amantes do mundo dos negócios e curiosos em geral tem uma pergunta em mente que jamais silencia: qual é o segredo do sucesso?
E ontem, assistindo à entrega do Oscar, me ocorreu que se há um segredo ele é: nada importa além de fazer sempre o melhor, superar-se a cada dia. Não admitir nada que não seja, no mínimo, extraordinário. Pois se a fórmula do sucesso é quase impossível de se entender, a fórmula do fracasso é muito clara: acomodar-se.
De onde veio essa epifania? Claro, das mentes mais criativas de nosso tempo: Pixar Animation Studios. Ontem, pela terceira vez consecutiva, num total de 5, ganharam o Oscar de melhor filme de animação. Além desses, foram outros 7, em outras categorias como “curtas”, “melhor trilha sonora”, entre outros. Isso faz deles os maiores ganhadores atuais e se somados aos demais Oscars da Disney Co a conta vai longe, já que Walt Disney sozinho ganhou 26 Oscars, sendo o maior colecionador individual das estatuetas douradas.
E todos os demais filmes da Pixar que não ganharam, tinham condições de fazê-lo o que reafirma a questão de “fazer sempre o melhor”.
Em resumo, uma empresa pode durar para sempre no topo desde que “nada seja bom o bastante que não possa ser melhorado”.
Muito interessante o conceito do designer Sanghoon Lee. Trata-se de um sinal luminoso para avisar se tem alguém vindo do outro lado da parede. Veja abaixo as imagens.
Mais uma exemplo de como se investe pesado em mídia externa nos Estados Unidos e como os resultados são fantásticos. São os Mestres do Marketing mostrando mais uma vez que para ser grande é preciso ser bom e não há retorno sem investimento.
No início da década comemorávamos o advento do Blu Ray, tecnologia revolucionária que mudaria o jeito de assistir filmes em casa.
De fato a tecnologia é interessantes, mas, mercadologicamente parece que não decolou.
No Brasil, os fabricantes então entusiasmados com a mudança no panorama dada a recente inauguração da nova linha de produção da Microservice na Amazônia para a produção das mídias Blu Ray em território nacional. Isso deve baixar os custos dos filmes para o consumidor e locadoras.
Na outra ponta, a Tec Toy (aquela mesma do “Pense Bem”) passou a fabricar o primeiro leitor de Blu Ray nacional que forçou o preço dos aparelhos para baixo; hoje é possível comprar um Blu Ray player por pouco mais de R$ 600,00.
Ainda é caro se pensarmos que um DVD player custa R$ 99,00.
Mas o Blu Ray tem seus méritos, apesar de nem todos serem facilmente percebidos pelo consumidor:
- resolução de imagem Full HD, que chega a ser 6x maior que a do DVD comum. Porém , para se aproveitar ao máximo é necessário ter uma TV que também seja Full HD (mais R$ 3.000,00 para a conta). Se havia consumidores que não conseguiam notar a diferença de imagem entre o VHS (Vídeo Cassete) e o DVD, imagine agora. Isso por si só não é suficiente para transformá-lo em um sucesso de vendas.
- Conectividade: os players podem baixar conteúdo direto do You Tube e exibi-lo em sua TV. Muito bacana, mas também insuficiente.
- Áudio 7.1 canais: os Blu Ray tem capacidade de reproduzir 8 canais de áudio (7 + 1 sub grave) igual as salas de cinema mais modernas. Contra: sem um Home Theater de 7.1 canais (que não é barato) o som continua sendo como antes.
- Multimídia: você não precisa jogar seus velhos DVDs fora e nem ter um monte de aparelhos, os Players lêem todos os formatos de mídia: DVD, CD, Blu Ray. Ainda falta, já que, os DVDs também fazem isso.
- Interatividade: com mais recursos, o espectador pode interagir com os filmes de uma maneira antes impossível. Legal também, mas a internet já nos deixa fazer isso, não?
Esses são os argumentos básicos de venda do Blu Ray, o que digamos, fica aquém de convencer uma maioria a desembolsar quantias significativas de dinheiro para, no fim das contas, assistir um filme.
Porém, tudo isso seria absorvido pelo mercado (como aconteceu com o DVD) se não fosse um pequeno detalhe: conteúdo (entretenimento) sob demanda.
Ainda embrionária no Brasil, a TV digital sob demanda, é a grande pedra no sapato do Blu Ray. Nos EUA, onde a TiVo é uma realidade há algum tempo, apesar das vendas do Blu Ray serem animadoras, estão muito aquém do que foram as vendas do DVD.
O motivo é simples: é mais barato e prático comprar direto de sua TV e armazenar em seu HD, do que ter de se deslocar até uma locadora (e o filme não será seu) ou até uma loja. Mesmo que compre pela internet, a entrega leva pelo menos um dia.
Na TV digital é na hora! Comprou é seu. Além da comodidade, tem o preço. Um filme comprado pela TV custa em torno de US$ 5,00 e um Blu Ray em promoção na loja não custa menos que US$ 19,99.
O que sobra para o Blu Ray?
De verdade, me parece que o museu e aquelas pessoas que tem o perfil de consumidor desse tipo de produto.
A internet e a TV Digital ainda não conseguem oferecer filmes em resolução igual a do Blu Ray (são pesados demais para o sistema atual) e há ainda a questão de ser um item colacionável: tem capa, caixinha, encarte, o que é um apelo forte para pessoas como eu.
Mas, somos um grupo muito pequeno dentro do imenso mercado e ao que tudo indica, o Blu Ray em pouco tempo será mais uma vaga lembrança no seleto clube dos nascidos mortos onde descansam em paz: BETA (da Sony derrotado pelo VHS da JVC), LD (aqueles “CDS gigantes” precursores do DVD), HD-DVD (da Toshiba, derrotado pelo Blu Ray da Sony) e Blu Ray (mais uma vitima da Internet e do próprio mercado).
Enquanto isso não acontece, vou aproveitar meu Blu Ray!