É sempre chato para quem ouve mas legal para quem repete: eu te disse!
No lançamento da primeira TV 3D pela Samsung, postei a novidade aqui com as ressalvas de que podia ser mais uma novidade natimorta, entre os principais motivos, os tais óculos.
Ainda que já exista a tecnologia que dispensa o aparato, não parece que ter objetos voando para fora de sua TV seja algo que o consumidor realmente esteja disposto a pagar para ter. Ou seja, gostamos que as coisas fiquem dentro da TV e ponto.
Outro detalhe é que, como a área de visão da TV, por maior que ela seja, ainda é pequena perto dos cinemas, a sensação de imersão na imagem é muito limitada.
A Nielsen fez uma pesquisa em todo mundo e os dados são para deixar japoneses e coreanos de cabelos em pé: em todo o mundo, menos de 13% dos entrevistados afirmaram ter o aparelho ou que “definitivamente” comprariam um. Nos maiores mercados do mundo, EUA e Europa, apenas 3% e 6% respectivamente, acenaram positivamente para a tecnologia. Até o “excesso” de definição de alguns aparelhos de TV acabam deixam a imagem um tanto estranha; vamos ter que reaprender a assistir tv.
Talvez estejamos frente ao maior mico da industria de tecnologia de todos os tempos, afinal, tem coisas que são boas apenas do jeito que elas deveriam ser.
O consumidor entra na loja, analisa, pega o que tem vontade e sai sem pagar pelo produto.
Esse novo conceito varejista, que tem como moeda a opinião do consumidor, finalmente chega ao Brasil depois de ser sucesso em países como Japão , Espanha e Estados Unidos.
A primeira loja brasileira desse segmento, a Clube Amostra Grátis, será aberta no próximo dia 11, na Vila Madalena, em São Paulo. No mês seguinte, no dia 29, começa a funcionar, também na capital paulista, nos Jardins, a Sample Central.
A estratégia é a seguinte: indústrias da área de alimentos, bebidas, cosméticos, higiene, vestuário e até de eletroeletrônicos expõem seus produtos que, na maioria, ainda não chegaram às prateleiras do grande varejo. O consumidor leva para casa, experimenta e dá sua opinião. As novidades de eletroeletrônicos, porém, terão de ser “provadas” na loja.
Nas duas lojas, o interessado deverá fazer o cadastro on-line e pagar uma taxa, que será única, de R$ 50, na Clube Amostra Grátis e anual, de R$ 15, na Sample Center.
Depois o associado recebe uma carteirinha que dá acesso livre às próximas visitas e já pode consumir os produtos. Na Sample Central, o cliente terá direito a levar até cinco produtos por visita, que devem ser previamente agendadas. Já na Clube Amostra Grátis, são cinco itens por mês.
Em contrapartida, responderá a um questionário sobre cada produto utilizado, apontando defeitos, qualidades, pontos positivos, prós e contras. Na verdade, é uma pesquisa de mercado para as empresas participantes, e elas pagarão às lojas por essas informações.
“Em vez de investir R$ 60 mil em uma pesquisa de mercado tradicional, o empresário tem um “feedback” dos produtos de uma forma mais barata”, diz Luiz Gaeta, sócio da Clube Amostra Grátis.
Num primeiro momento serão expostos cerca de 80 produtos, mas o objetivo é ter nas prateleiras algo entre 160 e 200 itens para a escolha do cliente nos próximos meses, diz ele.
O investimento na loja, na Vila Madalena, será de R$ 2 milhões. A expectativa de faturamento anual é de R$ 3 milhões. Algumas marcas, como Nestlé, Telefônica, Locaweb, Plantronics, Góoc e Grupo Berton (área de cosméticos), aderiram ao Clube Amostra Grátis.
A Sample Central, que investiu R$ 4 milhões no negócio, não revela as marcas que estarão disponíveis. Mas o gerente geral da empresa, o publicitário João Pedro Borges, adianta que haverá 150 produtos diferentes na loja a cada visita do associado, que já são 4.000.
Dentre as opções de maior valor agregado para levar para casa estão calçados, bolsas de praia e adesivos decorativos de parede. Produtos de menor preço, como cremes hidratantes e xampus, além de refrigerantes, massas e sucos, também estão entre as opções.
Mesmo estreando um mês e meio depois no mercado, o gerente da Sample Central diz não temer a concorrência. O estabelecimento será uma franquia da rede internacional que leva o mesmo nome e nasceu em julho de 2007, em Tóquio.
“Optamos por abrir uma franquia para nos beneficiar do know-how de um sistema que já tem aprendizado de três anos. As visitas à nossa loja são agendadas para garantir que os produtos não acabarão, que as pessoas serão bem atendidas e para evitar filas”, explicou.
O publicitário explica que o modelo de negócios da loja grátis está associado a uma nova estratégia de marketing: o “tryvertising”, expressão resultante da junção das palavras inglesas “try” (experimentar) e “advertising” (propaganda).
Segundo ele, no “tryvertising” a pessoa escolhe o que deseja testar e, exatamente por ter escolhido previamente, a divulgação boca a boca ou nas redes sociais tende a ser muito mais eficiente e positiva. No caso da loja em Tóquio, 76% das pessoas que experimentam o produto se tornam consumidoras efetivas quando esse item chega ao mercado, afirma.
“Somos uma ferramenta de marketing que alavanca as vendas nas redes varejistas. Nós não vendemos nada”, define.
Clube Amostra Grátis:Rua Harmonia, 213, Vila Madalena;
Fonte: Jornal Folha de S. Paulo – Leila Coimbra/Mariana Schreiber – 06/05/2010.
Você já ouviu falar de “neuromarketing”? Pois é, a ciência e a publicidade se uniram com o propósito único de tornar a propaganda ainda mais eficaz.
Nascido nos EUA, o “neuromarketing” é uma das variações da “neurociência” e promete mudar para sempre o mundo da propaganda e a maneira como as campanhas são concebidas.
Esse tipo de pesquisa foi usado na final do Superblowl 2009, cujo o break comercial é considerado o mais caro do mundo – cerca 3 milhões de dólares por 30 segundos. Foi medido nos telespectadores o nível de atividade cerebral relacionado ao grau de atenção ao que se passava na tela. O comercial da Coca-cola com os insetos roubando o refrigerante foi um dos que causou maior atividade cerebral e, coincidência ou não, meses depois ganhou o Emmy Awards.
Porque o “neuromarketing” é o futuro das pesquisas? Simples, ele elimina o fator mentira das pesquisas tradicionais que contaminam todo o trabalho. No Brasil, as primeiras empresas desse tipo de pesquisa estão nascendo, portanto, já é possível contar com o recurso por aqui.
Com tudo isso é possível – torçamos para isso – que a experiência que temos com a publicidade se torne muito melhor e que o dinheiro das empresas seja muito melhor empregado.
Leia mais na edição de maio da Revista Galileu, página 95.
A empresa norte-americana Vitrue, especializada em redes sociais, divulgou uma lista com as 100 marcas mais inseridas nas redes sociais no ano de 2009. Segundo a empresa, O Vitrue 100 foi criado para ajudar a trazer credibilidade e clareza a estes espaços emergentes e demonstrar o valor de comercialização nas mídias sociais.
Outra pesquisa, da consultoria eMarketer, apontou que entre as 500 empresas listadas pela revista Fortune, as que não estão em redes sociais representam somente 9% do total. No ano anterior o índice era de 43%. Trata-se de uma tendência global.
A Forrester Research também está afirmando que as campanhas de marketing envolvendo mídias sociais estão projetadas para crescer a uma taxa anual de 34%, mais rápido do que qualquer outra forma de marketing online (segundo o estudo US Interactive Marketing Spend 2009 to 2014). Tal estudo apresenta os fatores que explicam o declínio do marketing tradicional e mostra os motivos pelos quais os profissionais de marketing atualmente estão investindo cada vez mais em marketing interativo. A previsão é que até 2014, os investimentos em marketing online cheguem perto de US$ 55 bilhões, representando 21% do total de gastos com marketing.
Vitrue 100 é o resultado da análise diária Vitrue de mais de 2.000 marcas populares da web. O iPhone conquistou o topo da lista, seguido pela Disney e pela CNN. Um dos destaques é a Adidas que subiu de 85º em 2008 para o 14º lugar.
Confira o ranking:
iPhone
Disney
CNN
MTV
NBA
iTunes
Wii
Apple
Xbox
Nike
Starbucks
NFL
PlayStation
Adidas
BlackBerry
Sony
Mercedes
Microsoft
Samsung
BMW
Nintendo
Best Buy
ESPN
Ford
Honda
Ferrari
Gucci
Nokia
Major League Baseball
Dell
Coca-Cola
CBS
ABC
iPod
Mac
Turner
Nissan
Toyota
eBay
Amazon
Victoria’s Secret
Nutella
NASCAR
Disneyland
Audi
NHL
Red Bull
Verizon
Intel
Subway
Hewlett-Packard
Puma
Kia
Fox News
Porsche
Jeep
Dodge
Pandora
Walmart
Zappos
Suzuki
McDonald’s
Krystal
T-Mobile
Skittles
KFC
Volkswagen
NBC
Sprint
Pixar
Motorola
IKEA
Pepsi
Cisco
REI
LG
AT&T
Converse
The Gap
Chevrolet
Louis Vuitton
Toys”R”Us
H&M
Philips
General Motors
Pringles
Visa
Prada
Panasonic
IBM
VH1
Hulu
Oracle
Burberry
SEGA
Sears
Avon
Jet Blue
Lacoste
Comcast
Foi divulgada uma recente pesquisa que aponta as redes sociais como a principal razão que leva quase metade dos brasileiros a utilizarem a internet em seus momentos de lazer. Orkut, Facebook, Twitter e MySpace foram apontados como as principais redes sociais utilizadas por 47% dos internautas quando acessam a web para fins pessoais. Esse percentual é ainda maior entre as mulheres (53%).
O estudo revelou também que a segunda atividade mais executada nos momentos pessoais na internet é a troca de e-mails com familiares ou amigos (44%). Empatadas em terceiro, com 40%, estão o acesso a informações gerais, como sites de busca, enciclopédias colaborativas ou números de telefone, e a leitura de notícias.
A pesquisa faz parte do estudo global “Internet Use” e foram medidas pela GfK Brasil, instituto de pesquisa, que entrevistou 1.000 brasileiros com mais de 18 anos de 12 capitais ou regiões metropolitanas.
O estudo também conferiu a opinião dos brasileiros em relação ao pagamento para acessar conteúdos na internet, a exemplo do que aconteceu em outros países. A grande maioria das pessoas (80%) espera que o conteúdo da Internet continue sendo oferecido gratuitamente. Para isso, a maior parte (56%) não se importaria que os provedores se utilizassem da venda de espaço publicitário ou outras ferramentas de marketing para cobrir seus custos e ainda ter lucro, já 24% querem o conteúdo gratuito e sem propagandas.
Apenas 5% estão dispostos a pagar por conteúdos específicos na Internet, mesmo que as páginas apresentem propagandas e 4% estão dispostos a pagar por conteúdo desde que ele não tenha propagandas.
Confira o gráfico com as atividades que os brasileiros mais utilizam para fins pessoais:
Dados da pesquisa pelo mundo
O estudo completo também abrange os Estados Unidos e 16 países europeus (Alemanha, Bélgica, Bulgária, Espanha, França, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Suécia e Turquia). Foram entrevistados cerca de 17 mil pessoas nesses países.
Na comparação com o uso de internet para fins pessoais, os dados internacionais mostram que enviar e-mails é a atividade mais utilizada pelos entrevistados (55%). O uso de sites de busca e enciclopédias colaborativas está logo atrás (54%), em segundo lugar. Em terceiro lugar está a leitura de notícias (39%).
A procura de informações na Internet é muito usual nos Estados Unidos: 59% afirmam que utilizam predominantemente a rede mundial de computadores para este fim, enquanto quase a mesma porcentagem se corresponde com amigos ou conhecidos. Já os entrevistados da Europa Central e Europa Oriental preferem usar a Internet para ler as últimas notícias (69%), enquanto o e-mail e a busca de informação assumem segundo e terceiro lugar (48% e 45%, respectivamente).
As redes sociais ficaram apenas em quarto lugar no ranking, em relação aos países pesquisados, uma vez que 25% dos internautas estão em uma comunidade do gênero.
O estudo indicou também que os internautas valorizam a Internet e os serviços que ela oferece. Cerca de metade dos entrevistados acredita que ela tem efeitos sociais positivos, um terço avalia a influência da Internet como neutra e apenas 13% temem que ela tenha um impacto negativo sobre o seu país e a população.
Grande parte dos Ranks para o Twitter oferecem números baseados apenas em followers, algo que é totalmente incoerente com a realidade. Pensando nisso, Hugo Wantuil resolveu criar o twitterank. Ele é baseado em três variáveis:
1 – Popularidade, que envolve a quantidade de followers, de friends, a relação entre eles e também a idade do perfil;
2 – Envolvimento, onde basicamente é medido o seu nível de interação com a rede, seus followers e friends;
3 – Influência, que mede basicamente o quanto você é mencionado e retwittado, claro que existem mais variáveis, como por exemplo a frequência de retweets, a data do mesmo e outros.
Juntando essas 3 variáveis é possível tirar uma média e gerar então um Ranking confiável e justo.
O sistema pega o nome do perfil desejado e, a partir daí, faz uma interação com a API do Twitter que busca então informações relevantes para medir o rank do perfil. Lembrando que o rank é atualizado de 4 em 4 dias para os perfis já buscados no site. Pelo fato de estar em fase de testes (beta) no momento ele computa apenas quem usa o sistema.
Uma vez que você tenha criado uma conta, você pode pedir que a ferramenta Tweet Beep informe a você toda vez que algo seja mencionado – nome de sua empresa, produto ou pessoa, as menções @ e os re-tweets. A ferramenta também lhe avisa toda vez que seu URL for mencionado – mesmo que seja um URL reduzido.
Esta é uma ferramenta muito interessante e simples que permite comparar certas palavras que estão sendo mencionadas no Twitter. Coloque seu nome, o de seu concorrente, ou de alguns produtos e acompanhe o que está sendo falado sobre todos.
O site Volume permite comparar as menções no Twitter com outras redes sociais
Você pode comparar Digg, YouTube, MySpace, Flickr and Twitter.
No Brasil onde Twitter, Facebook, Orkut e Youtube são os mais populares, a ferramenta está longe de ser completa, mas pode ajudar muito no planejamento de sua marca.
Entender as mulheres. Posso dizer. A maior parte do homens morre sem entender. Até entre elas o consenso não é maioria.
A dificuldade em entendê-las não acontece porque elas são fechadas, mas sim abertas. Abertas às mudanças, transformações e conquistas. E um de nossos maiores desejos seria ouvir o seus pensamentos. Em um dos meus filmes favoritos “Do que as mulheres gostam”, provavelmente aquele era o dom que todo publicitário, e talvez, todo homem gostaria de ter.
Como não temos, este estudo realizado pela CUBOCC encomendado pela Unilever (que inclusive corroborou para o lançamento do AXE Twist), traz uma pesquisa que nos ilumina um pouco mais dentro do universo feminino. Vale a pena conferir
É perceptível nelas que a tendência à inovação comportamental é dominante, embora não da mesma maneira. Alguns perfis se evidenciam, os quais podemos vincular a uma zona de transição entre tradicional e moderno, incluindo nesse caminho os estímulos externos (frutos da mídia, consumo e sociedade em geral), as expectativas pessoais, além da orientação destas para escolhas de seus parceiros. Temos então 6 principais perfis, que marcam o comportamento dessas MulhÉris:
Sobre mudanças de comportamento, as mulheres revelam que as tendências dominantes ocorrem principalmente no campo da aparência. Grande parte das mulheres na atualidade aceitam mudar com mais freqüência produtos de maquiagem e possuem a intenção permanente de alterar o cabelo, a roupa e outros traços da aparência (mesmo aqueles substancialmente inalteráveis!).
(clique na imagem para melhor visualização do gráfico)
Interessante perceber como a transformação da aparência é alvo de preocupações, apontando para a conexão entre consumo e mudança de visual. Parte da identidade dessas mulheres nutre-se da sua visualidade, apontando, de um lado, para a incorporação de produtos na definição do seu modo de estar no mundo. De outro lado, também se exprime o desejo de mudar traços geneticamente herdados. Ambos redundam igualmente na forte presença da imagem externa no delineamento das suas personalidades, o que é corroborado pela incidência dominante de alterar com mais freqüência a escolha de roupas e acessórios no ato de usá-los ou comprá-los.
(clique na imagem para melhor visualização do gráfico)
Esta geração pode ser definidade por estabelecer escolhas de natureza prática e por ser capaz de avaliar situações. Estes atributos são característicos da individualização moderna. Se a modernidade da conduta dá o tom das opções na vida cotidiana, não se pode negar o seu domínio inconteste no âmbito das escolhas substantivas, das expectativas – e isso envolve desde escolhas para vida assim como produtos e consumo.
O relacionamento entre MulhÉris e os Homens
Olhar para o modo como essas mulheres se relacionam com homens nos ajuda a apreender a postura de aceitação de hábitos novos por elas. Um foco importante incidiu sobre a relação entre sexos, dando uma pista que parte significativa da conduta feminina pauta-se por este princípio. Ponto de base: a imagem dessas mulheres refrata-se nas expectativas que possuem dos homens, sejam eles companheiros reais ou imaginados. É da combinação entre a manifestação de hábitos de mudança e as projeções femininas sobre o mundo masculino que se evidenciou os 6 perfis de mulheres. Isso aparece, inclusive como ponto definidor de suas escolhas para vida.
Quando se pensa as dimensões prioritárias da vida delas, em primeiro lugar aparece a família, o marido e os filhos, seguidos de vida profissional, trabalho, carreira e estabilidade financeira. São mulheres que põem a vivência dos afetos familiares em primeiro lugar, ainda que não abram mão da profissão, da segurança material, do estudo. Seria possível dizer que as mulheres atualmente estão depositando as suas esperanças de êxito na carreira nelas próprias e não nos seus parceiros.
Convivência e casamento não são entendidos como profissão, até porque esta geração não depende da figura do marido ou do parceiro nos acontecimentos dos quais participa, revelando nítida separação entre as esferas íntimas e públicas. Esta mulher não necessita da companhia masculina para participar da vida civil, tampouco da sua condição de provedor. É capaz de discriminar diferentes estados de relacionamento: casamento, namoro, ficadas e amizade, e optar pelo mais conveniente para situação.
As escolhas decisivas se marcam nos atributos afetivos (fazer-me sentir única / especial) e de reconhecimento, apontando para o fato de que esperam respeito na vida amorosa. O namoro e os relacionamentos casuais podem ser mais libertos de responsabilidade, porém em graus diversos. Já a amizade representa o compartilhamento.
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Dá para traçar perfis que as mulheres identificam como relacionáveis em suas vidas. Quatro principais perfis aparecem aí. Podemos inclusive personificar esses perfis em personalidades públicos, que acaba descrevendo seus padrões.
O Pra Casar, sendo padrão mais convencional e conservador, representado pelo jogador de futebol Kaká, é o mais adequado para as relações sérias e para o casamento. Essa figura transita na mente delas como entre o que procuram e o “príncipe encantado”, e arranca suspiros de tranqüilidade e segurança.
O perfil dos Pra Pegar representam aqueles que são mais objetos de cobiça das mulheres – nas figuras de David Beckham e Cauã Raymond -, e são os escolhidos para relacionamentos de menos compromisso. No que se refere às exposições públicas, esse perfil que provoca a cobiça das outras e lhes conferem prestígio no meio feminino, por terem sido capazes de laçar companhias de grande visibilidade. E elas adoram isso!
Já Pra Amigo, aparecem duas possibilidades: figura do homem mais velho, como José Mayer, e do homem com aparência mais leve, suave, como Rodrigo Scarpa. Esse perfil é o padrão do amigo, daquele que é capaz de compreendê-las, ou então, como no caso do mais velho, que pode ser ótima companhia para atividades de diversão ou de bom conselheiro. Não há nesse caso interesse amoroso por parte delas!
O Brucutu (ou Pra fugir), estereotipo do antigo padrão machista – na figura de Alexandre Frota – é o mais rejeitado por elas. Parece ser a figura que ficou lá trás, em um passado no qual essas mulheres não se reconhecem. Desse elas querem distância!
Tais perfis revelam que, quando se trata de empreender escolhas mais definitivas, prefere-se o padrão mais tradicional e conservador, apesar de se rejeitar definitivamente a figura do tosco macho convencional. Essas mulheres desejam um companheiro convencional e cavalheiro, porém dotado de qualidades novas, como compreensão, respeito e segurança pessoal e material.
É uma geração que aspira, contraditoriamente, que o parceiro para a vida seja uma personalidade em condições de conciliar traços tradicionais e modernos, que seja firme como é esperado do papel masculino corrente e, ao mesmo tempo, aberto e compreensivo como suas amigas o são, rejeitando a rudeza do padrão tradicional de masculinidade incivilizada, bruta. Desejam um homem que lhes ofereça vantagens competitivas quando expostas em ambientes de grande visibilidade, mas sabem apreciar amigos compreensivos e/ou experientes.
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Essas expectativas mistas e contraditórias representam tanto padrões de inovação quanto de manutenção: é a discórdia de Éris no comportamento dessas mulheres! É assim que essas MulhÉris pensam sobre suas escolhas e tipos de homens com quem querem se relacionar.
A Era das MulhÉris: Pelo fim do tédio
A figura da mulher atual, essa MulhÉris, ocupa a posição de principal agente da inovação na sociedade brasileira contemporânea. Sem dúvida, esta geração afasta-se do padrão feminino tradicional e se identifica com orientações modernas, visíveis.Este é um sintoma percebido por muitas pesquisas mundo afora, em especial nos livros Inside Her Little Pretty Head, da empresa de comunicação britânica Pretty Little Head, e Essential: Trends, de Tom Peters e Martha Barletta, onde discursam que fazer marketing para as mulheres é a principal tendência do século 21. Faz sentido, principalmente quando sabemos que mulheres são responsáveis por 80% das decisões de compra, tornando-as o grupo consumidor mais importante, de acordo com o estudo da agência Pretty Little Head.
Com tamanha importância, ela pode ser identificada como agente da transformação comportamental, pois, mesmo aqueles perfis próximos do tradicional papel feminino, reconhecem e até absorvem mudanças na conformação da identidade feminina. Vale lembrar que mesmo no perfil próximos do tradicional, parcela significativa manifesta apreensão do novo. É visível também a tendência a que, quanto mais avançada na transformação, essa mulher se julgue mais ativa e permeável à mudança dos costumes e desenvolva uma personalidade social mais identificada com a valorização da participação feminina na esfera pública.
São mais desencantadas quanto ao comportamento amoroso dos homens. Explicamos: esperam menos da figura masculina no âmbito dos afetos, apontando para o caráter cada vez mais residual das expectativas românticas. É possível perceber que, para elas, o que vale são as atitudes que os homens demonstrem, não as intenções que possam verbalizar. Isso caminha junto à compreensão de que houve mudanças em relação à geração das suas mães em todos os sentidos. Daí, a acentuação dos traços práticos do seu comportamento, que atinge, inclusive, o espaço dos afetos.
Para relacionamento desejam uma convivência companheira, de mútuo respeito e muito mais igualitária. O atributo do novo que elas exigem pode ser traduzido como surpresas, novidades e micro-reinvenções mais frequentes do parceiro. Se há lá fora tantas possibilidades excitantes e transformadoras a serem feita por si mesmas, por que elas haveriam de se conformar com homens que não mudam?
Dessas mulheres se origina uma identidade mais definida, menos híbrida nas suas expectativas afetivas e, quem sabe, menos exigente quanto ao papel masculino. Mas isto não exime os homens de uma postura mais ativa e surpreendente na hora da conquista. Será exigido um pouco mais dos homens para conquistarem essas mulheres.
Se em Madame Bouvary, de Gustave Flaubert, e A Mulher do Tenente Francês, de John Fowles, a situação da mulher no século 19 era descrita sob a perspectiva do tédio, no século 21, a narrativa é outra. A vida da escritora Diablo Cody, roteirista do filme Juno, que o diga: fez de sua vida uma estória cinematográfica. A transição serve de base para histórias como a de Julie Powell, a autora de Julie & Julia, livro que virou filme com Meryl Streep. Em busca de uma vida mais criativa, Julie se lança sobre as panelas, e redefine um ultrapassado ícone de feminilidade em um símbolo de liberação.
Amy Molloy, jornalista inglesa, lançou em julho o polêmico livro Wife, Interrupted, onde narra sua turbulenta e dolorosa viagem para esquecer a morte do seu marido, entregando-se ao sexo anônimo, numa maneira muito particular para superar a imensa dor da perda, e discordando do papel atribuído a uma viúva.
No Brasil, as MulhÉris já foram representadas – embora de forma embrionária – pela subjetividade de Clarice Lispector. Por trás da bela mulher, esposa e mãe, um vulcão de questionamentos e insights inundavam a literatura de Clarice, transformando-a em uma profetisa informal da sede de vida e mudança das MulhÉris.
O cinema brasileiro contemporâneo nos inspira com figuras fortes como a pungente estória de Hermila, no filme O Céu de Suely, de Karim Aïnouz. No filme, a personagem, ciente de que a volta à cidade onde nasceu e cresceu só faz provar que ali não é seu lugar. O tédio, a mesmice e a falta de perspectivas da pequena cidade faz Hermila arrumar forças para perseguir uma outra jornada. Cleuza, personagem de Sandra Corveloni no filme Linha de Passe, segue sua trajetória de transformação e mudança junto aos seus filhos, apesar de todas as vicissitudes e barreiras que sua condição socioeconômica lhe apresenta.
Ainda ficcional, mas exprimindo uma verdade própria das MulhÉris da vida real, Pitty alerta o namorado na letra de Me adora para que ele “Não espere eu ir embora pra perceber /Que você me adora / Que me acha f*da”. Ela sabe que é, não pede confirmação, pede reconhecimento, pois sabe que, provavelmente, existirão outros rapazes que percebam isso.
Ainda que trilhem um caminho para materializar essa projeção no Brasil, as MulhÉris vivem sem medo os paradoxos de escolhas em todas as áreas de suas vidas. Recém-descobertas de seu poder modificador, embora ainda apreendendo essa nova possibilidade, elas não vivem à mercê de suas fantasias. Elas querem e fazem o sonho acontecer, mas sempre de acordo com a realidade de suas circunstâncias. Só resta aos homens a reinvenção.
A empresa E-life, empresa brasileira de monitoração e análise da mídia gerada pelo consumidor na América Latina e Portugal, publicou nesta semana uma pesquisa sobre o perfil do internauta nas redes sociais. Vale a pena conferir a pesquisa:
Desde o ano passado o site Trend Hunter lança um vídeo listando 20 tendências de consumo e comunicação que estarão em alta no ano seguinte. E o de 2010 já saiu. Confira e fique por dentro: