Coisa de brasileiro.

por Renato De Vuono - 21 de junho de 2010, 16:39 - Categoria: Brasil, Consumidor, Economia, Mundo da propaganda

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Brasileiro não gosta de comparações explícitas. Somos um povo que prefere as mensagens nas entrelinhas; que apesar de ter um educação bem questionável, gosta do “politicamente correto” – para não dizer hipocrisia.

Isso é muito claro na propaganda; comparações entre duas marcas não são bem vistas pelo público e o reflexo disso, não são permitidas pela legislação.

Recente episódio foi protagonizado pela Rayovac e Duracell. A primeira fez a propaganda e a segunda… entrou na justiça.

A Duracell se baseia na lei que não permite a exposição de uma marca sem a autorização da outra – que é o mesmo que fazer uma lei proibindo esse tipo de propaganda – e pelo uso incorreto de seu logotipo. Pessoalmente, acho isso uma tremenda bobagem. Desde que a comparação seja justa e não se faça nada para denegrir a marca concorrente, comparações são saudáveis.

Fora do Brasil esse tipo de comunicação é comum, apreciada e já redem bons comerciais. Mas essa é uma questão cultural e aqui não funciona. Até aí tudo bem, o publico seleciona o que quer ver. Mas o que não está certo é haver proibição, que não deixa de ser uma espécie de sensura.

Veja abaixo como é possível fazer um bom comercial nesses moldes.

Leia mais sobre o assunto em:

http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/rayovac-x-duracell-concorrencia-acaba-tribunal-569872.html

Gol contra.

por Renato De Vuono - 21 de junho de 2010, 15:50 - Categoria: Anúncios, Brasil, Economia

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A DPZ entrou com uma denúncia de plágio contra a campanha criada pela AlmapBBDO para a Gol Linhas Aéreas. Segundo a DPZ, suas ações criadas para a Azul Linhas Aéreas foram copiadas pela concorrente.

O CONAR concordou com a denúncia e a campanha foi tirada do ar.

Apesar da máxima da propaganda ser que “nada se cria, tudo se copia”, é de deixar qualquer um perplexo ver esse tipo de ocorrência nos altos escalões do mundo empresarial. Sem julgar os envolvidos, mas levando em conta a seriedade do CONAR, alguma coisa de fato não estava certa.

Leia mais sobre o assunto em

http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/conar-suspende-campanha-gol-transportes-aereos-571184.html

Na retranca.

por Renato De Vuono - 18 de junho de 2010, 12:58 - Categoria: Brasil, Consumidor, Economia

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Não é só o Parreira e o Dunga que são retranqueiros. Nosso Banco Central também gosta dessa filosofia.

Parece contraditório que com um cenário favorável e a economia crescendo como jamais aconteceu, o BC insista em aumentar os juros e venha a público dizer que a situação econômia está em plena desaceleração (não, você não leu errado).

Se nossos juros já não fossem os mais altos do mundo, seria compreensível “frear” a economia; mas fazê-lo numa economia problemática e cheia de gargalos é estranho. Sim, há o fantasma da inflação, porém há também um conservadorismo além do necessário.

O que teria que ser revisto são os gastos do governo, esses sim são um problema econômico e só crescem a cada ano. Aí um freio seria mais que bem vindo, para que o povo não precise de um.

Aliás, o governo brasileiro tem uma postura paternalista irritante. O povo sabe cuidar muito bem de seu dinheiro, muito melhor que o governo.

Para todos nós seria ótimo que o Banco Central parasse de jogar na defesa e por outro lado o governo gastasse menos e melhor nosso dinheiro, para que aquele pouco que ainda sobra em nosso bolso, ninguém tivesse que nos dizer o que fazer com ele.

Leia mais sobre o assunto em:

http://portalexame.abril.com.br/economia/noticias/analise-devagar-andor-santo-ainda-barro-568221.html

Sobrou criatividade mas faltou chocolate.

por Renato De Vuono - 31 de maio de 2010, 17:19 - Categoria: Ação Promocional, Brasil, Consumidor, Economia, Estratégia, Guerrilha

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Depois de todo barulho em torno da “chuva de Twix” alguma coisa, aparentemente, deu errado. E o que era para ser o clímax de uma ótima campanha, acabou virando motivo de chacota internet a fora.

É importante jamais substimar o poder de uma marca e da criatividade de sua agência, por isso continuamos aguardando um desfecho melhor para tudo isso.

Mas nem todos são pacientes e muito menos ponderados; se a chuva de Twix foi só uma garoa (nada mais pertinente para São Paulo), há uma tempestade de críticas e piadas sobre o ocorrido na internet.

A nós resta esperar.

O Banner Perfumado da Natura.

por Thiago Mac Knight - 29 de maio de 2010, 12:59 - Categoria: Brand Experience, Brasil, Consumidor, Curiosidades, Ferramenta on-line, Inovação, Internet, Marketing Viral, Online, Publicidade On-line, Tecnologia

A Natura, desenvolveu um banner de internet que se transforma em um impresso.É isso mesmo.Para divulgação da nova fragrância masculina Kaiak, inseriu banners eletrônicos em home pages de grandes portais de notícias e ao clicar no banner, uma máquina escondida atrás do monitor, ejeta uma amostra do perfume exatamente no mesmo formato e na mesma direção em que o banner se encontra na tela.Como se tivesse se transformando automaticamente, de um banner virtual, para um impresso com a fragrância.
A ação foi segmentada em 15 Lanhouses, espalhadas pelo o Brasil, a onde foram instaladas estas máquinas.

Imaginação sem limites!

Confira ao vídeo

SCENTED BANNER NATURA KAIAK from Black Mamba on Vimeo.

Caro e pouco útil.

por Renato De Vuono - 19 de maio de 2010, 15:14 - Categoria: Brasil, Economia, Governo

Todas as pessoas estão familiarizadas com o termo “custo Brasil” de alguma maneira, mas poucas tem a dimensão correta de quanto custa a tão falada “máquina do governo” dentro desse universo.

Você sabia que cada parlamentar em Brasília custa aos nossos bolsos mais de R$ 10 mi por ano? E o que eles produzem para justificar tamanho custo?

Para os empresários esse tipo de notícia é mais dolorida, pois geramos empregos, participamos ativamente do enriquecimento do país, mas o tal “custo Brasil” – porque não dizer “custo Governo” – segue aleijando as empresas e dificultando a geração de riquezas para as pessoas e para a nação.

O matéria a seguir foi ao ar em 2007 (sim, o assunto não é novidade), mas como o tema é sempre atual, vale a pena relembrar quanto custam aqueles caras nos quais votamos. É preciso ter em mente que os valores em 2010, pela natureza da economia, já são maiores.

Aqui cliente não paga, mas leva o produto para casa.

por Renato De Vuono - 13 de maio de 2010, 12:18 - Categoria: Ação Promocional, ativação, Brasil, Comercial, Compras, Consumidor, Economia, Estratégia, Inovação, Pesquisa, Planejamento, Ponto de venda

O consumidor entra na loja, analisa, pega o que tem vontade e sai sem pagar pelo produto.

Esse novo conceito varejista, que tem como moeda a opinião do consumidor, finalmente chega ao Brasil depois de ser sucesso em países como Japão , Espanha e Estados Unidos.

A primeira loja brasileira desse segmento, a Clube Amostra Grátis, será aberta no próximo dia 11, na Vila Madalena, em São Paulo. No mês seguinte, no dia 29, começa a funcionar, também na capital paulista, nos Jardins, a Sample Central.

A estratégia é a seguinte: indústrias da área de alimentos, bebidas, cosméticos, higiene, vestuário e até de eletroeletrônicos expõem seus produtos que, na maioria, ainda não chegaram às prateleiras do grande varejo. O consumidor leva para casa, experimenta e dá sua opinião. As novidades de eletroeletrônicos, porém, terão de ser “provadas” na loja.

Nas duas lojas, o interessado deverá fazer o cadastro on-line e pagar uma taxa, que será única, de R$ 50, na Clube Amostra Grátis e anual, de R$ 15, na Sample Center.

Depois o associado recebe uma carteirinha que dá acesso livre às próximas visitas e já pode consumir os produtos. Na Sample Central, o cliente terá direito a levar até cinco produtos por visita, que devem ser previamente agendadas. Já na Clube Amostra Grátis, são cinco itens por mês.

Em contrapartida, responderá a um questionário sobre cada produto utilizado, apontando defeitos, qualidades, pontos positivos, prós e contras. Na verdade, é uma pesquisa de mercado para as empresas participantes, e elas pagarão às lojas por essas informações.

“Em vez de investir R$ 60 mil em uma pesquisa de mercado tradicional, o empresário tem um “feedback” dos produtos de uma forma mais barata”, diz Luiz Gaeta, sócio da Clube Amostra Grátis.

Num primeiro momento serão expostos cerca de 80 produtos, mas o objetivo é ter nas prateleiras algo entre 160 e 200 itens para a escolha do cliente nos próximos meses, diz ele.

O investimento na loja, na Vila Madalena, será de R$ 2 milhões. A expectativa de faturamento anual é de R$ 3 milhões. Algumas marcas, como Nestlé, Telefônica, Locaweb, Plantronics, Góoc e Grupo Berton (área de cosméticos), aderiram ao Clube Amostra Grátis.

A Sample Central, que investiu R$ 4 milhões no negócio, não revela as marcas que estarão disponíveis. Mas o gerente geral da empresa, o publicitário João Pedro Borges, adianta que haverá 150 produtos diferentes na loja a cada visita do associado, que já são 4.000.

Dentre as opções de maior valor agregado para levar para casa estão calçados, bolsas de praia e adesivos decorativos de parede. Produtos de menor preço, como cremes hidratantes e xampus, além de refrigerantes, massas e sucos, também estão entre as opções.

Mesmo estreando um mês e meio depois no mercado, o gerente da Sample Central diz não temer a concorrência. O estabelecimento será uma franquia da rede internacional que leva o mesmo nome e nasceu em julho de 2007, em Tóquio.

“Optamos por abrir uma franquia para nos beneficiar do know-how de um sistema que já tem aprendizado de três anos. As visitas à nossa loja são agendadas para garantir que os produtos não acabarão, que as pessoas serão bem atendidas e para evitar filas”, explicou.

O publicitário explica que o modelo de negócios da loja grátis está associado a uma nova estratégia de marketing: o “tryvertising”, expressão resultante da junção das palavras inglesas “try” (experimentar) e “advertising” (propaganda).

Segundo ele, no “tryvertising” a pessoa escolhe o que deseja testar e, exatamente por ter escolhido previamente, a divulgação boca a boca ou nas redes sociais tende a ser muito mais eficiente e positiva. No caso da loja em Tóquio, 76% das pessoas que experimentam o produto se tornam consumidoras efetivas quando esse item chega ao mercado, afirma.

“Somos uma ferramenta de marketing que alavanca as vendas nas redes varejistas. Nós não vendemos nada”, define.

Clube Amostra Grátis: Rua Harmonia, 213, Vila Madalena; 

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo – Leila Coimbra/Mariana Schreiber – 06/05/2010.

WMcCann – Ninguém resiste ao poder das fusões.

por Renato De Vuono - 27 de abril de 2010, 11:13 - Categoria: Brasil, Estratégia, Mundo da propaganda

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Após cinco meses de negociações e reuniões infindáveis, foi divulgada ontem a união entre a McCann-Erickson e Washington Olivetto. O interessante que o texto da Exame não cita em momento algum que foi uma união entre a W/ e a McCann e sim entre o publicitário (Olivetto) e o grupo internacional.

Com isso a agência passa a se chamar WMcCann e nasce como a 8ª maior agência do Brasil.

Vejam nas palavras de Luca Lindner, diretor regional da MacCann na América Latina e Caribe os motivos que levaram a tal decisão:

“Pesquisei e constatei que os 30 maiores anunciantes entre as maiores empresas brasileiras optam por ser atendidas por agências que tem uma ‘cara’ brasileira, porque avaliam que assim a cultura local é melhor compreendida e transmitida nas mensagens publicitárias. A McCann não tem cara. Foi assim que sugeri à cúpula do grupo a compra de uma agência brasileira. No início, chegamos a cogitar até a Talent”. A ambição da WMcCann no Brasil é voltar à liderança que ocupou por anos.  – Trecho extraído na íntegra do Portal Exame.

 Até aqui, este é o acontecimento do ano em nosso seguimento e agora é esperar para vermos os efeitos no mercado.

Leia mais em:

http://portalexame.abril.com.br/negocios/noticias/wmccann-nasce-como-8a-maior-agencia-brasil-553202.html

http://portalexame.abril.com.br/negocios/noticias/olivetto-fecha-uniao-mccann-erickson-552847.html

Brasil da “Cybercensura”: Sério ou autoritário?

por Renato De Vuono - 23 de abril de 2010, 10:40 - Categoria: Brasil, Consumidor, Economia, Governo

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A Google divulgou nesta terça-feira, dia 20, um relatório que aponta o Brasil como o país onde a empresa sofre maior censura em todo mundo. A China não é relacionada por falta de informações.

Apenas no segundo semestre de 2009 a empresa teve 291 pedidos por parte do governo para retirada de conteúdo de seus sites: o Orkut é o maior alvo seguido do YouTube.

A gigante americana diz que “alguns pedidos são legítimos”, o que nos deixa perplexos perante a hipótese da censura – a qual foi tão combatida – já estar agindo fortemente nos bastidores.

Mesmo na adversidade, a Google mostra que está sempre a frente e lançou a ferramenta “Google Government Requests” justamente para mapear informações sobre sensura de governos em todo o mundo.

No blog da empresa, entre outras coisas sobre o assunto, o que mais chamou a atenção foi a citação do artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz: “todos tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de ter opiniões sem interferência e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por qualquer meio, independentemente de fronteiras”.

Leia mais em: http://portalexame.abril.com.br/tecnologia/noticias/brasil-pais-google-mais-sofre-censura-551394.html

Pão de Açúcar e Casas Bahia: será que não vai decolar?

por Renato De Vuono - 19 de abril de 2010, 12:29 - Categoria: Brasil, Economia, Estratégia

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O acordo de fusão entre os Diniz e os Kleins parece estar longe de um final feliz, ao contrário do que se alardeou no ano passado – inclusive aqui em nosso blog.

Para resumir a história, Samuel Klein está questionando algumas partes do contrato e principalmente o fato de acreditar que os ativos de sua empresa foram avaliados em 2bi de Reais a menos do que eles de fato valem.

E aí, quando a conversa chega no bolso, o caldo engrossa e a coisa toda desanda.

Klein já contratou um grupo de consultores e advogados para reavaliar o contrato e quando a coisa chega nesse ponto, pode não ter mais volta.

Com isso o pessoal da Y&R poderá dormir tranquilo por mais algumas noites, até que a novela acabe.

Leia mais:http://portalexame.abril.com.br/negocios/noticias/pao-acucar-casas-bahia-longe-acordo-550509.html

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