Já falei aqui em outras oportunidades sobre o setor aéreo, tão importante para a sociedade e tão fascinante.
Bem, a maior novidade, e a melhor delas, é a Azul Linhas Aéreas. Há muito o que se falar sobre a genialidade de seu fundador, David Neeleman, porém esse post tem outro foco: comunicação.
A marca Azul foi eleita pela revista Advertising Age de Nova York uma das 30 marcas mais quentes do mundo. O mais interessante que é a única empresa aérea na lista, e uma das três brasileiras; as outras duas são a Natura e a Havaianas.
Para uma empresa recém-nascida, é um feito e tanto.
Segundo a Advertising Age, o sucesso da Azul está ligado diretamente à força da imagem de sua marca. Entre os principais pontos destacados para premiação, estão: a maneira inovadora e eficiente com que a empresa está conduzindo sua área de comunicação; uso intensivo das redes sociais, táticas diferenciadas de divulgação de produtos e serviços; uso criativo de meios para divulgação de diferentes mensagens.
Prova disso é uma pesquisa feita pela Avião Revue com mais de 8.500 leitores que elegeram a Azul como a mais bela identidade visual do Brasil entre as Cias Aéreas, com mais de 24% dos votos.
Sem dúvida, o fogo mais quente é azul!
A empresa também foi pioneira em usar a parte externa de seus aviões para publicidade. Outras cias nacionais já fizeram coisas semelhantes, mas apenas para seções fotográficas, as aeronaves jamais saíram do chão com as campanhas. No caso da Azul é diferente; seus aviões estão carregando na fuselagem a comunicação do chocolate “Suflair”, cujo próprio nome já oferece o link necessário para a comunicação em aviões.
Além disso, quem pode esquecer das campanhas do “chocolate que fazia as pessoas flutuarem”?
Fotos: Renato De Vuono
Azul vai além; engajada nos projetos sociais, personalizou um avião, o uniforme de sua tripulação, e um ônibus na cor rosa – cor símbolo do combate ao câncer de mama. A ação faz parte da estratégia de marketing social da Azul, através da qual, junto da Femama – associação que combate o câncer de mama – a Azul pretende conscientizar as pessoas da gravidade do problema e principalmente, da simplicidade da prevenção. Nem é preciso dizer que a empresa ficou ainda mais simpática e ganhou muitas fãs mundo a fora.
A aeronave foi batizada de “Rosa e Azul”, seguindo a característica da empresa de batizar todas suas aeronaves com nomes relacionados à cor azul.
É realmente gratificante ver uma empresa inovadora e séria como a Azul investindo pesado em nosso país e trazendo consigo uma revolução na maneira de pensar e fazer negócios no país. Um abraço e até a próxima.
A Nissan e a Lew Lara/TBWA parecem realmente não se importar com miudezas culturais e continuam a veicular comerciais bem humorados e agressivos contra a concorrência.
Nós, publicitários e consumidores, agradecemos.
E dessa vez as marcas não são citadas diretamente; vai ser ruim reclamar ao Conar agora.
A publicis comprou 49% da Talent Group, uma das maiores agências de propaganda do país.
Segundo o grupo isso faz parte de sua estratégia de crescimento no Brasil através de aquisições.
Isso vem de encontro a outros posts publicados aqui falando do retorno dessa forte tendência de fusões e aquisições – post da compra da W/Brasil pela Mccann – não só em nosso segmento como em todo o mercado – é uma maneira de otimizar os investimentos e adquirir também o know how da empresa adquirida.
Ainda segundo a Publicis, o grupo tem intensão de comprar também a parte majoritária da Talent e tal qual houve com a W, seus fundadores permanecerão à frente de suas agências.
Estava na cara que o novo comercial da Nissan Livina estava ousado demais para os moldes do nosso mercado.
Mesmo sabendo que os brasileiros não gostam e há regras contra esse tipo de propaganda, vez ou outra agências e anunciantes resolvem arriscar-se.
Dito e feito, o CONAR suspendeu ontem a veiculação do filme até o julgamento. A Lew Lara/TBWA já tem 2 planos alternativos “na manga”.
Sem entrar na questão do bom gosto, pessoalmente acho uma grande bobagem essa coisa do “políticamente correto” da cultura brasileira, um país que deveria gostar mais de expor do que deixar “subentendido” – dado nosso histórico. E mais grave ainda, sob muitos aspectos, essas suspensões são uma forma de censura, já que o comercial não ofende, de fato, ninguém. Mas fatos são fatos, e comparações não são bem vindas por aqui – lembrem-se que a Hyundai foi obrigada a mudar seus comerciais também, que lá fora, foram veiculados livremente.
Nada como ver o motivo da rusga e tirar suas próprias conclusões.
Esse será um dos poucos posts “free style” do Blog Galileo. Isso significa que ele não será pautado por nenhuma matéria de outro veículo ou meio de comunicação, apenas pelas opiniões de seu autor.
Sempre soubemos que o calcanhar de Aquiles do Brasil é a corrupção. Ela prejudica o país em todas as esferas, consumindo recursos preciosos para sustentar pessoas mal intencionadas. E quando se fala em corrupção, seu sinônimo imediato é a política.
Há políticos bons, claro, deve haver. Mas eles ficam escondidos nas entranhas de um sistema condenado e pouco podem fazer. E assim, temos que nos contentar sempre com os menos ruins que estão entre as figurinhas carimbadas.
O que isso tem a ver com comunicação? Tem tudo a ver. Política é 100% comunicação. O povo é convencido “no gogó” de que um é melhor que outro. E para um povo “desmemoriado” como o nosso, essa é uma tarefa um tanto quanto simples: basta pegar uma “meia verdade”, transformar em verdade e colocar uma bela trilha sonora com imagens dramáticas.
Há um filme que retrata isso, chama-se “O Quarto Poder”. Ele fala do poder da comunicação, nesse caso, a imprensa. Nós comunicadores temos que ter cuidado ao escolhermos de que lado estamos e como contribuímos com tudo isso.
Todos nós achamos graça ao vermos “artistas” e “celebridades” do segundo escalão “abrilhantarem” os tão monótonos horários eleitorais. Mas isso não deveria ser motivo para piada, deveria ser motivo para consternação geral. E ainda há quem se pergunte porque o país não é levado a sério.
O Brasil tem um enorme potencial, pena que há esse desperdício de energia boa com causas ruins.
É comum ouvir a expressão “isso é marketing” para dar um nome bonito para uma mentira – ou exagero – contado por uma empresa em um comercial de produto. Há até o caso de uma montadora que anunciou um carro com itens de série inéditos no seguimento a um preço surreal e depois voltou atrás. E ao questionar às conscecionárias a resposta foi emblemática: “o carro é excelente, mas dizer que vem 8 airbags por aquele preço…é marketing!” Isso é preocupante, pois marketing virou sinônimo de mentira branca – aquela que não causa mal e é por uma boa causa, se é que isso existe – e a propaganda virou a ferramenta de disseminação desse “marketing”.
E a política é assim, se utiliza da propaganda para disseminar seu “marketing” sujando cada vez mais o nome de todo mundo que está envolvido com esse mercado e fazendo com que nós comunicadores nos tornemos por tabela os “mentirosos sem maldade”.
Todos nós estamos acostumados a ouvir falar das redes sociais em nosso dia a dia, mesmo que não as utilizemos. Com o passar do tempo a internet atingiu a política de maneira a se transformar em uma ferramenta fundamental no desempenho dos candidatos a cargos públicos em suas campanhas.
Claro que as coisas por aqui andam em outro ritmo, mas nessa eleição presidencial há dados e matérias importantes sobre o impacto da internet e suas redes sociais nas campanhas dos candidatos à presidência.
No mundo, a participação mais marcante e importante das redes sociais em uma eleição, foi sem dúvida nos Estados Unidos na campanha do atual Presidente Obama. Muitos especialistas em marketing político são categóricos em afirmar que a internet foi decisiva na vitória de Obama, em um país cujo acesso à rede é enorme. O conservadorismos dos Republicanos ao se restringirem aos meios tradicionais, com uso discreto da internet só potencializou os efeitos da campanha dos Democratas.
Claro, que a sede por mudança dos americanos ajudou – e muito – para o resultado que o mundo viu. Mas para se ter idéia, Obama arrecadou 87% dos recursos para sua campanha via internet, só em setembro de 2007 foram 100 milhões de dólares e o mais interessante é que, a grande maioria dos internautas doou menos de 100 dólares, o que nos dá uma dimensão do volume se acessos.
Melhor de tudo isso é que, Obama investiu cerca de 2% de seu budget total em suas ações on line.
Enquanto isso no Brasil, vemos a Dilma disparada na frente dos demais. Coincidência ou não, ela também é campeã do Twitter – segundo pesquisa da empresa E-Life.
Por outro lado, Marina Silva, uma das lanternas da competição, é considerada a candidata que melhor usa os meios digitais para promover a sua campanha e é quem tem a melhor aprovação entre os internautas.
Claro que os meios tradicionais ainda tem grande influência, mesmo sobre a internet. Um exemplo disso foi a redução dos comentários negativos sobre José Serra após sua entrevista ao Jornal Nacional, melhorando assim sua imagem.
Como vemos, o sucesso, seja de uma marca ou de um candidato, depende do uso das diversas ferramentas de comunicação de maneira integrada e com um planejamento que beire a perfeição. E, não podemos jamais, duvidar ou ignorar o poder da internet, pois ele pode ser o fator decisivo entre o sucesso e o fracasso.
Cartão de visita é algo comum, que todo mundo tem e raramente se vê algo novo e além disso, as tentativas de se fazer algo novo, via de regra, criam pequenos monstros.
As agências torcem o nariz e fazem o básico; não compromete mas também não acrescenta nada.
Eis que em meio a esse marasmo, alguém resolveu mostrar que é possível se fazer algo criativo e que consiga transmitir muito sobre a empresa no cartão de visitas.
Vejam o que a Y&R fez para a TAM Cargo. Simples e muito legal.
Esse é o segundo post essa semana sobre o mesmo tema: falha grave do departamento jurídico dos anunciantes (e porque não dizer, das agências?).
A campanha da Skol das latinhas que “falam mal de argentinos” não pegou bem e o Ministério Público de MG “recomendou” à Ambev retirar a campanha do ar. Em nota a Ambev disse que a campanha já havia acabado antes da recomendação do MP; mas que foi um tremendo gol contra, isso foi.
A rivalidade Brasil x Argentina é divertida se tratando de futebol, mas quando ultrapassa esse limite é algo que não pode e não deve ser tolerado.
“De acordo com a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), de fato, a propaganda da Skol possui duplo caráter discriminatório, tanto em relação à nacionalidade quanto por seu caráter homofóbico, já que o termo ‘maricón’, ‘também no léxico hispânico, significa maricas, homem efeminado, aquele que é homossexual, medroso, covarde’”, diz o MP em nota.
As pessoas tendem a deixar suas paixões atrapalharem suas decisões profissionais, e esta é a prova que isso acontece em empresas de todos os portes. Qualquer conteúdo discriminatório deve ser banido de qualquer tipo de comunicação, pois uma simples brincadeira pode acabar em violência, já que, mais uma vez, as pessoas tendem a deixar suas paixões atrapalharem seu julgamento.