Diariamente nos deparamos com campanhas antitabagismo, alcoolismo, antidrogas, segurança no trânsito entre outras que tratam de questões sociais e comportamentais.
Quando eu as vejo, procuro me colocar no lugar dessas pessoas que são ou tem algum membro da família que sofre ou sofreu algum trauma causado por essas questões.
Na maioria das vezes não me sinto impactado por esses materiais, pois tratam o tópico morte de forma muito pobre. Será que os expectadores já não sabem os riscos que correm?
Mas como para toda regra encontramos exceções, hoje recebi um comercial britânico que mostra como um tema tão corriqueiro, utilização do cinto de segurança, pode ser tratado de forma criativa e brilhante e ai sim, atender a função de comunicar uma postura do expectador.
Viajar de avião sempre foi sinônimo de algo chique e inatingível para as classes mais simples da população.
Nos últimos anos, empresas como Azul, Gol e TAM impulsionaram grandes mudanças no segmento, provenientes da concorrência pesada, atrelada ao preço das passagens.
Tal situação proporcionou que milhares de brasileiros pudessem experimentar essa deliciosa e prática forma de transporte.
Em meio a toda essa situação a Gol linhas aéreas, determinou sua estratégia de marketing 2010 focada na classe C e D.
Tal prática exigiu que algumas ações fossem tomadas, sendo elas:
- Abertura de uma loja em dezembro no Largo 13º em São Paulo, local de comércio popular, e rota de muitos ônibus, tendo em vista que os compradores, na grande maioria não têm carros, e a compra acontece apos algumas visitas.
- Outra ação crucial para atender a estratégia da empresa é a forma de pagamento. A companhia criou cartões que parcelam a viagem em até 36x.
- Por fim, um grande obstáculo enfrentado pelos passageiros de primeira viagem é a vergonha por não saber como deve se preparar e/ou se comportar nos aeroportos. Para isso a empresa criou uma pequena cartilha explicando algumas exigências, como por exemplo, a necessidade de despachar as malas, de se fazer o check in , entre outros.
A Gol linhas aéreas já vem percebendo bons resultados para a sua estratégia 2010 e sem dúvida tais resultados irão movimentar ainda mais o segmento.
Neste mês, entre os dias de 7 e 18, acontece a 15º Conferência Climática de Copenhagen, capital da Dinamarca.
Para muitos esse encontro é o mais importante da história atual, referente à acordos ambientais, pois as resoluções definidas, irão substituir o Protocolo de Kyoto, vigente de 2008 a 2012.
Os assuntos tratados, redução da emissão de CO2, desmatamento, entre outros, são de interesse de todos, pois afetam diretamente a nossa qualidade de vida.
Em meio a esse cenário, encontrei na rede, mas um prejudicado pelo aquecimento global, que nessa época do Ano deveria estar na ativa, o Papai Noel,.
abaixo o vídeo.
Essa brincadeira, com um fundo muito sério, foi uma campanha realizada na Alemanha, pela Scholz & Volkmer, para a ONG Bund. A ação sugere que as pessoas enviem mensagem ou liguem para ajudar o Papai Noel a sair dessa enrascada e volte para o batente.
A campanha, alem de muito bem produzida e criativa, também colabora com a ONG, pois a agência promete destinar 1 euro por ligação recebida.
No mundo globalizado as grandes corporações encontram-se presentes em praticamente todos os continentes e países do Mundo. Mas o simples fato de ser conhecida é sinônimo de sucesso nesses territórios?
O mercado consumidor ter conhecimento da marca já é um grande obstáculo que a empresa consegue superar, pois os consumidores encontram-se mais dispostos a consumir tal produto. Por outro lado, um ponto crucial que deve ser respeitado para o sucesso é a cultura local, ou seja, em muitas situações o produto deverá ser adaptado para atingir os objetivos da corporação.
Um caso muito conhecido é o McDonald’s na França, pais mundialmente conhecido pela excelente gastronomia: Na década de 70 suas lojas chegaram a ser apedrejadas pela população que considerava os seus produtos uma “agressão” à cultura francesa.
Posteriormente em 1993, a rede conseguiu abrir uma loja na torre Eiffel, cartão postal de paris, e novamente foi recebido como um insulto nacional – na época até o presidente do país, Jean Tiberi, comentou o caso.
Em um cenário de 20 anos de problema na marca no país diante de uma situação aparentemente insustentável e irreversível, o Mcdonald’s conseguiu atingir o antes inatingível paladar Francês.
Adotando mudanças no cardápio, adicionando produtos típicos da cultura do país, como café expresso, sanduíche croque mousier, matérias-primas locais e por fim decorando os restaurantes com mesas de madeira refinadas, poltronas de designers e televisores, apostando que o consumidor desejava gastar mais tempo para apreciar a sua refeição.
E o resultado? Atualmente a operação francesa encontra-se como uma das mais lucrativas do mundo perdendo apenas para a Americana.
Sendo assim, no mundo atual, produtos locais tendem a ser mundiais, porém devem sempre respeitar as características culturais da região em que serão comercializados.
Nos últimos anos o termo sustentabilidade encontra-se cada vez mais presente no vocabulário de muitas empresas. Mas por que essa preocupação?
Muitas pessoas questionam essa boa conduta, encarando-a como uma simples jogada de marketing, dado que ao segui-la a empresa fica com uma melhor imagem, acarretando no aumento do volume das vendas de seus produtos. Mas isso é real?
Sem dúvida, uma organização sustentável é e deve ser encarada como uma empresa melhor, mas no mercado atual isso não é mais diferencial e sim necessidade.
A empresa do século 21 precisa ter tal conduta para se perpetuar no mercado, caso contrário estará muito mais vulnerável à bem conhecida seleção natural, ou seja, no longo prazo ela não conseguirá dar continuidade às suas atividades sem ser sustentável. O simples significado do termo de Sustentabilidade explica o raciocínio: “representa promover a exploração de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir”. Desta forma, não protegendo os insumos necessários para a atividade, esses ficarão extintos e, por sua vez, a empresa também.
Um bom exemplo que vem a complementar a necessidade dessa postura no mercado será a nova divulgação da BMW no Brasil, prevista para 2010 com uma série de invenções tecnológicas.
Mesmo a companhia encontrando-se pelo quinto ano consecutivo como a montadora mais sustentável do planeta e suas vendas estarem em crescente aumento, continua a desenvolver novas tecnologias para se manter no mercado.
Abaixo o vídeo da campanha Européia.
Por fim, pensar de maneira sustentável deve ser encarado e respeitado cada vez mais, para que nossas atividades se perpetuem de forma a respeitar o planeta e todos que o habitam.