
Brasileiro não gosta de comparações explícitas. Somos um povo que prefere as mensagens nas entrelinhas; que apesar de ter um educação bem questionável, gosta do “politicamente correto” – para não dizer hipocrisia.
Isso é muito claro na propaganda; comparações entre duas marcas não são bem vistas pelo público e o reflexo disso, não são permitidas pela legislação.
Recente episódio foi protagonizado pela Rayovac e Duracell. A primeira fez a propaganda e a segunda… entrou na justiça.
A Duracell se baseia na lei que não permite a exposição de uma marca sem a autorização da outra – que é o mesmo que fazer uma lei proibindo esse tipo de propaganda – e pelo uso incorreto de seu logotipo. Pessoalmente, acho isso uma tremenda bobagem. Desde que a comparação seja justa e não se faça nada para denegrir a marca concorrente, comparações são saudáveis.
Fora do Brasil esse tipo de comunicação é comum, apreciada e já redem bons comerciais. Mas essa é uma questão cultural e aqui não funciona. Até aí tudo bem, o publico seleciona o que quer ver. Mas o que não está certo é haver proibição, que não deixa de ser uma espécie de sensura.
Veja abaixo como é possível fazer um bom comercial nesses moldes.
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